terça-feira, 10 de setembro de 2013

Filhos de coração

Pode um pai mensurar o amor que sente por um filho e dizer que ama mais um do que o outro? Bem, eu acho impossível, pois com o amor não é assim.
Pode alguém dizer que o amor dos pais por um filho é menor sendo ele adotivo e maior pelo legítimo? 
A partir do momento em que uma família adota uma criança, o amor começa a fluir e esta vai se tornando aos poucos um membro daquele lar. Dizer que isto é automático e mera ilusão. O amor cresce e a empatia surge. Assim os laços são fortalecidos. 
Assim é como a criança no ventre. Mês a mês, dia a dia até que o bebê nasce e já encontra tudo pronto. Carinho e proteção. 
Enfim, de novo surge a discussão em torno da política, a qual eu não gosto, contudo, não posso fugir dos debates.
O fato de uma pessoa não ter nascido em um determinado município, contudo reside no lugar e dessa maneira cria laços de amizades e família. Será que pode ser considerado filho legítimo ou adotivo?
Não falo de políticos que se instalam no lugar por interesses meramente secundários e que tratam a cidade como casa de veraneio. Entretanto, escrevo sobre alguém que tem raízes sentimentais. Se vivemos em uma democracia todos tem o direito de se estabelecer onde queiram.
Atacar as pessoas usando como pretexto a origem, isto é, cidade, Estado é o mesmo que dizer que a cidade em que nasci pode mostrar se eu presto ou não.
Puro preconceito.

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